terça-feira, 28 de outubro de 2008

Design gráfico chinês em alta


Ultimamente todo mundo tem prestado atenção para a China em diversos aspectos e no design gráfico não poderia ser diferente. Está saindo (apenas lá fora, por enquanto) 3030: New Graphic Design in China, uma coletânea que reúne os trinta melhores jovens designers chineses da atualidade de diversas áreas como revistas, ilustração, poster, logo, embalagens entre outras.

Uma boa oportunidade para se observar a dramática mudança nas artes gráficas daquele país que nos últimos anos acabou transformando a China no novo centro de criação e inovação artística da Ásia. O livro também inclui um ensaio de Bono Lee, diretor editorial da grande agência chinesa Modern Media Group.

Como eu disse o livro ainda não tem versão em português, mas a versão em inglês pode ser adquirida na Amazon.com ou encomendada em alguma grande livraria brasileira.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Portfólio - Época

Design e ilustração que fiz para a matéria "A mão do Estado", ed. 545 de Época (outubro de 2008).


Detalhe da ilustração, feita em vetorial, usando apenas o software de design gráfico InDesign:

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Potfólio - Época

Esse trabalho mostra como uma idéia se transforma rápido numa revista semanal. Na ed. 544 de Época (outubro de 2008) me pediram para fazer o design de uma matéria para a seção de cultura Mente Aberta que a princípio seria uma espécie de serviço com todos os grandes shows que ainda vão rolar no Brasil este ano. Para isso eu tinha apenas as fotos de alguns artistas e resolvi fazer um lay-out com elementos circulares multicoloridos que remetessem a algo pop. A primeira idéia ficou assim:


Poooooorém, como idéias vem e vão, os editores decidiram fazer algo mais divertido. Ela passaria a ser a abertura da seção e o serviço seria mais completo, contando com informações sobre o que comer, como se vestir, quem vai, os micos que as pessoas vão encarar nesses shows e por aí vai. Resolvi fazer uma colagem dos artistas na abertura e uma tabela ilustrada na seqüencia. Com figuras para lá de inspiradas feitas pelo talentoso ilustrador Fido Nesti e mantendo o clima colorido, porém um pouco mais limpo para valorizar os desenhos, acho que a solução final ficou bem agradável:

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Portfólio - Guia Educação - Época

Na ed. 543 da revista Época (outubro de 2008) tivemos uma matéria sobre como escolher a escola para o seu filho. Ela iria entrar como um guia especial na seção Vida Útil e tinha uma proposta interessante: alguns pais, com filhos de diferentes idades, haviam sido escolhidos para pesquisar algumas escolas devidamente municiados pelos jornalistas da revista com perguntas e dicas que deveriam sempre observar.

O infográfico
Logo que nos reunimos para decidir o layout da matéria resolvemos que poderíamos, em algum lugar da reportagem, colocar as principais dicas na forma de um infográfico. Pensando grande decidimos por uma gigantesca ilustração que seria dividida em 4 páginas (ou duas duplas como costumamos dizer). Para isso recrutei a ajuda de dois grandes amigos ilustradores também membros da nossa equipe de arte, Gerson Mora e Nilson Cardoso. O primeiro passo foi nos reunir e decidir um rafe básico de como seria a tal ilustração (isso foi imprescindível para definir a colacação dos textos):

Feito isso , foi a vez de Gerson começar a modelar a estrutura tridimensional da escola no software 3D Studio Max:

Enquanto isso Nilson tratava de desenhar diversas figuras que representariam as situações descritas no texto. Com uma lista enviada pela jornalista e usando o Photoshop e uma tablet (sem contar a sua habilidade artística) ele criou as divertidas figuras que seriam espalhadas pela arte:

Depois disso eu acompanhei o posicionamento dos personagens para que houvesse espaço hábil quando fosse trabalhar a colocação dos textos. Isso seria essencial para criar um design interessante:

Decididido os lugares exatos foi só colocar um telhadinho estrategicamente recortado, para dar um ar mais atraente e real ao desenho:

Agora restava a mim aplicar a ilustração pronta no InDesign e distribuir os textos. Testei várias formas de leitura mas decidi pela forma linear e sequencial, mais usada em artes desse tipo. Procurei usar cores marcantes e quentes (que já vinha usando na matéria como vocês vão ver mais abaixo). Isso deu mais clareza a leitura (principalmente nos números, que mereciam destaque) e potencializou o clima divertido do desenho. Criei também duas vinhetinhas (pequenas ilustrações vetoriais) em forma de balãozinho e lupinha para sinalizar pontos interessantes dos textos. A arte final ficou assim (clique nela para ampliar):

Aqui eu juntei as 4 páginas para termos um panorama geral. Na revista ela foi dividida em duas duplas.


O design da matéria

Paralelamente ao que acontecia acima eu também fui responsável pelo design gráfico da matéria. A idéia inicial era fotografar os pais juntos com os filhos em diversas situações que remetessem a educação (com lápis, carteiras, cadernos, etc.), naquele clima clichê de toda matéria de revista semanal desse tipo. Foi aí que entrei com uma sugestão diferenciada.

Primeiro pedi ao editor de fotografia que produzisse uma foto onde as crianças estivessem juntas. Mesmo a distância entre duas delas das demais (estavam em outros estados) prejudicaria já que se os fotógrafos tirassem na mesma posição e com a mesma luz poderiam ser montadas depois no Photoshop.

Apenas quatro crianças estavam juntas nessa foto. As outras duas foram feitas em estados diferentes e montadas na imagem final. Quem é da área vai descobrir fácil quais são.


Os pais, por sua vez, seriam fotografados de forma separada, cada um sozinho mas ambientados em lugares tipicamente escolares. Depois usaria uma espécie de silhueta das seis crianças juntas sempre destacando aquele seria filho do pai em questão. O resultado agradou muito a todos.

Detalhe de alguns pais com seus respectivos filhos destacados na silhueta. Solução gráfica diferenciada para um tipo de matéria onde o clichê muitas vezes acaba imperando.


Como se tratava de um mini-especial criei também um selo com uma ilustração vetorial de uma mochila que identificou a matéria dentro da revista e ajudou a garantir a unidade gráfica.


A matéria final recebeu um tratamento com cores quentes (as mesmas que usei depois no infográfico). O bacana de um trabalho desse é o desafio. Geralmente esse tipo de matéria, com uma complexidade logística grande assim, é atribuído a revistas mensais onde o tempo para produção é bem maior. Nós aqui na Época tivemos apenas 4 dias para realizá-lo. E acho que o resultado final não foi um dos piores.





quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Como funciona a bolsa de valores


Navegando pela internet um dia desses me deparei com a charge abaixo que surrupiei do Desaforo.com e achei que vale postar aqui. Em época de crise financeira não existe explicação melhor de como funciona o tal mercado de ações que, vira e mexe, acaba no que a gente têm visto ultimamente. Muito esclarecedora. Pelo estilo me fez lembrar muito o grande Jack Davis, clássico ilustrador da revista Mad. Se não for e alguém souber de quem é, por favor me corrija.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fontes profissionais de graça


Diversas pessoas me perguntam como conseguir fontes bonitas e totalmente grátis, por isso resolvi postar aqui uma dica que não é lá tão nova assim. No site da revista americana de design gráfico Smashing Magazine eles disponibilizaram 40 fontes para baixar. Nada daquelas cafonas fontes fantasias que vemos por aí. Fontes excelentes que, bem usadas, vão dar um ar profissa para o seu trabalho. Corre lá.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Portfólio - Época

Design da matéria que saiu na revista Época, ed. 541 (setembro de 2008) sobre o sucesso do filme Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito e a ascensão do espiritismo no Brasil. Além de toda a diagramação fiz também os desenhos vetoriais que ilustraram quadros com números sobre o filme e sobre a religião.
Detalhe do quadro:

Outra página com o quadro em detalhe:

domingo, 28 de setembro de 2008

E a Adobe anuncia a família CS4


No último dia 25 a Adobe anunciou o novíssimo Adobe Creative Suite 4 (ou CS4 para os íntimos). Com isso ela reafirma a liderança na indústria de softwares de criação multimídia. Para a concepção do novo pacote de programas a empresa derrubou a parede existente entre os designers e os desenvolvedores, algo que ela já vinha fazendo gradativamente. O resultado são inovações que facilitam o processo criativo e promovem maior interação entre os seus softwares. Uma das marcas disso é a integração da tecnologia Flash com todos os produtos da linha (fiquei maravilhado com a possibilidade de exportar arquivos do InDesign para o formato Flash).
Para o lançamento a Adobe criou três pacotes principais, cada um englobando softwares destinados a um específico uso: o Adobe CS4 Design (para a área de criação gráfica), o CS4 Web (para webdesign e aplicações digitais, inclusive para celulares) e o CS4 Production (para a produção audiovisual e mídia interativa). Todos eles estarão disponíveis nas versões Standard e Premium (as diferenças entre as duas você compara aqui). Mas para quem já é um artista completo e multimídia ou simplesmente gosta de possuir todas a novidades da empresa, também estará a venda o CS4 Master Collection, que trará todos os programas da Adobe. Sou supeito para falar, já que sou fã dos produtos da empresa, mas acho essencial qualquer profissional das áreas mencionadas darem uma olhadinha nas novidades dos softwares da linha CS4. Entra lá no site da Adobe e navegue em cada programa. Eu fiquei entusiasmado para caramba.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Nunca diga nunca!


Você que é designer certamente conhece essa situação: você tem aquela idéia fantástica, apoiada por argumentos estéticos válidos e resultado de muita pesquisa. Passa horas na frente do computador e usa toda a sua técnica para criar um trabalho final com um acabamento impecável que parece ser improvável que alguém, com um mínimo de cultura visual, possa não gostar e, de repente, vem o seu chefe ou o cliente e diz "Não é nada disso. Está horrível!". E com o orgulho ferido e muita frustração você o guarda em algum cantinho na espera de um dia poder usá-lo... mas esse dia nunca vem.

Mas como nunca é muito tempo foi criado o Project Never (Projeto Nunca), uma competição gratuita criada por designers gráficos para designers gráficos que vai premiar o melhores trabalhos rejeitados.
O prêmio é mais simbólico e colocará o perfil do ganhador no site projectnever.com com sua biografia, comentários dos juízes e de especialistas da área. Será dado também um troféu personalizado e a honra de ser "The Project Never Designer of the Year".

Os trabalhos enviados tem que ter sido desenvolvidos entre 1º de janeiro de 2007 a 1º de dezembro de 2008 e só valem aqueles projetos feitos com algum propósito mas que, por alguma razão, não foram aceitos. A data de entrega vai até 1º de dezembro de 2008 e os ganhadores serão anunciados em 1º de março de 2009. Tá tudo explicadinho no site do projeto.

É a hora de abrir aquela pastinha "Trabalhos Rejeitados" e fazer valer a justiça com aquele trabalho estiloso que você criou e o mundo perdeu a chance de ver.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Está no ar o novo Faz Caber


Há uns dois anos atrás, mais ou menos, eu e o diretor de arte Marcos Marques tivemos a idéia de criar um blog até então inédito na internet brasileira. Seria o primeiro blog que mostraria os bastidores da editoria de arte de uma revista. No nosso caso a Época. Seria uma espécie de bate-papo de botequim entre designers com dicas, influências, novidades e até algumas peripécias que ocorrem diaramente num departamento como o nosso. A idéia era ótima mas a dúvida estaria no nome a ser dado para o blog. Várias tentivas foram feitas mas todos soavam pomposos demais. Minha primeira e única sugestão foi em cima do pesadelo de qualquer designer editorial: o famigerado Faz Caber. Para quem não sabe, essa expressão é recorrente em revistas que priorizam a informação como a Época e significa que o texto do jornalista excede (às vezes, em muito) o tamanho pré-determinado pelo lay-out . Resultado: uma cirurgia plástica de última hora, com diminuição de fotos, realinhamento de colunas, rediagramação de infográficos, etc., que acaba por sacrificar o visual da matéria. Mas isso faz parte do jogo e quem trabalha na área não guarda frustrações quanto a essa prática. Matérias vem e vão e cedo ou tarde, em alguma delas, o design acaba falando mais alto. E mesmo naquelas em que o "Faz Caber" reina, cabe ao designer, mesmo nesse mar de letrinhas, zelar pelo melhor visual e proteger a identidade gráfica da revista. Aquela que quando o leitor olha percebe de imediato qual revista lendo e o quanto fácil e agradável está essa leitura para ele. O nome espirituoso então caiu como uma luva inclusive tornando o termo, antes antipático e até impositor, motivo de brincadeiras entre a editoria de arte e os redatores.
Passar um pouco dessa e de outras experiências diárias da gente é a proposta do blog Faz Caber, que agora está de cara nova e em endereço novo. Destaque para o logo criado pelo talentoso ilustrador Japs retratando, de forma bem divertida, toda a nossa equipe. Eu sou o barbudinho segurando a letra "R". Clica na imagem abaixo que ela amplia.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Uma boa chance para voltar a brincar de ioiô


A esta altura todos já devem conhecer o iPhone, o celular sensação da Apple, tranqueirinha hype que 11 entre 10 applemaníacos querem ter. Eu desencanei completamente de ter um no Brasil depois que vi os supostos preços que estão cogitando para a comercialização da versão 3G dele por aqui. Com planos mensais de 600 paus vai virar objeto de ostentação cafona de novo-rico esnobe. Coisas de terceiro mundo. Mas o intuito deste post não é falar nem da ambição predatória da telefonia móvel brasileira e muito menos do aparelhinho da Apple. Um designer industrial sueco chamado Peter Huvander desenvolveu um protótipo conceito de um inusitado e ecológicamente correto carregador para o iPhone: é o iYo. A idéia é que você carregue o seu celular da Apple com o cabo conectado em uma espécie de ioiô que gera energia quando usado como... um ioiô!! Você se diverte, carrega seu celular e contribui para o meio ambiente. Mais hype impossível. Coisa de primeiro mundo.


Aqui um esquema do próprio Peter de como o treco funciona:


E o vídeo "promocional" com a invenção em ação:


Será que a Apple banca a idéia?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Criatividade pouca é bobagem


Um site bacana para quem gosta de ver anúncios de todas as partes do mundo é o Ads of the World. Ele reúne feras da publicidade mundial que marcam presença com anúncios cheios de sacadas interessantes. Legal também ver os trabalhos de brazucas em peso por lá. Uma fonte transbordante de idéias que podem servir de inspiração (eu disse INSPIRAÇÃO... copiar é feio, não se esqueçam). Vale muito a visita.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Agora é a vez da IstoÉ


Outra das mais tradicionais publicações brasileiras acaba de mudar seu projeto gráfico: a revista IstoÉ. Sempre considerada por muitos designers editoriais como o "patinho feio" das semanais brasileiras a IstoÉ estreou na edição 2028 um projeto gráfico moderno e arrojado assinado pelo designer Ricardo van Steen, sócio da agência de design Tempo. Foi uma mudança radical e deixou a revista infinitamente mais bonita. Seguindo uma tendência iniciada no Brasil pela revista Época, a IstoÉ passa a valorizar a clareza nas páginas, apoiada numa tipografia mais limpa e moderna. Os brancos estão presentes em quase todas as matérias servindo como "respiro" para o leitor, algo adotado em peso pelas maiores revistas do mundo atualmente. Outra coisa interessante é a forma de se abrir seções com espécies de capinhas internas. Essa inovação, também muito usada nas grandes revistas estrangeiras, foi até alvo de algumas críticas quando adotada primeiramente pela revista Época mas logo se provou ser uma excelente forma de guiar o leitor dentro da revista e, de quebra, ainda dá um ar de elegância a publicação. No caso da IstoÉ esse recurso também foi muito bem usado e poderia até ser mais explorado em outras partes da revista, diferente da revista Veja, por exemplo, que na recente mudança de seu projeto optou apenas em abrir sua seção inicial dessa forma.

Capinhas internas: tendência gringa introduzida nas semanais brasileiras pela revista Época (1), timidamente usada pela Veja (2) e que agora também faz parte da nova IstoÉ (3)

Pontos negativos, na minha opinião, são o uso excessivo de caixa alta (letras maiúsculas) nos títulos, alguns degradês que definitivamente destoam da modernidade do projeto novo e muita interferência de requadros brancos nas fotos, que apesar de ser algo bacana, se torna poluidor quando usado exageradamente. Mas nada disso é comprometedor. O interessante nessa história toda e que sempre vale a pena ressaltar é a justa importância que o design gráfico editorial vêm recebendo no Brasil ultimamente. Ver revistas que eram graficamente monolíticas como IstoÉ e Veja se atualizarem é algo estimulante (mesmo que nessa última a mudança tenha sido muito mais sutil). Fica evidente que também no design editorial o nosso país está colocando o pé no primeiro mundo e certas "verdades", antes consideradas absolutas e inquestionáveis por aqui nesse quesito, vem caindo por terra graças a uma mudança de mentalidade editorial, hoje muito mais flexível e aberta a novas fórmulas. Parabéns a equipe de arte da IstoÉ e aos diretores que bancaram essa mudança. Ganham vocês, ganha todo o mercado editorial brasileiro e principalmente o leitor, hoje muito mais antenado e ávido por novidades.

E que a busca por inovações gráficas não pare por aqui sempre perseguindo a maior pluralidade de referências possíveis.




Mais branco: seção de cultura da IstoÉ  agora com capinha e valorizando a limpeza visual assim como a sua correspondente, Mente Aberta, em Época. Quem disse que revista semanal de informação tem que ser feia?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Potfólio - Época

Dupla de páginas para a seção Mente Aberta da revista Época, ed. 537 (setembro de 2008) sobre as mudanças ortográficas na língua portuguesa. Como só trabalhei com tipografia usei apenas o InDesign, inclusive nos detalhes em vermelho que simulam correções feitas a mão.

Artes gráficas e contestação de qualidade


Neste último final de semana fiz algo que me cobrava a muito: visitei o Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Para quem não sabe trata-se de um evento que busca incentivar a descoberta de novos talentos das artes gráficas, através de exposições e premiações de trabalhos que abrangem diversas categorias (caricaturas, quadrinhos, charges, etc.). O Salão já esta na sua 35o. edição e é considerado uns dos mais importantes do mundo. O que salta aos olhos imediatamente é a qualidade dos trabalhos ali exibidos. Na sua maioria são charges contestadoras e caricaturas de personalidades mundiais de extremo bom gosto. Sem dúvida nenhuma mostram que o Brasil é um dos expoentes no campo das ilustrações gráficas (estranhamente subestimada pelo mercado editorial brasileiro, no qual poucas revistas abrem espaços para esse tipo de linguagem e se limitam a alguns poucos nomes já consagrados. Para piorar muitas vezes preferindo repetir idéias já usadas em revistas estrangeiras transformando o artista nacional num mero executor). Os trabalhos gringos também valem menção pela técnica apurada e por virem de lugares inusitados e não dos grandes e celebrados centros artísticos mundiais como Europa e EUA. Os ganhadores na categoria Vanguarda e Cartum, por exemplo, são iranianos. O Salão vai até o dia 12 de outubro e vale a visita (que é gratuita). De quebra ainda dá para conhecer a bela cidade de Piracicaba e comer um peixe na aconchegante Rua do Porto, programa considerado essencial estando por lá. Maiores informações visitem o site oficial do evento.