sábado, 16 de fevereiro de 2013

Como os jornais imaginavam o seu futuro em 1981

"Imagine você se sentando para o seu café da manhã, ligando o seu computador pessoal e lendo o jornal do dia..." É assim que começa essa reportagem exibida pelo canal americano KRON, de São Francisco. Até aí nada demais se não fosse por um detalhe: ela foi exibida em 1981!
Já prevendo uma futura revolução digital a matéria mostra os esforços da indústria de jornais dos EUA na busca de se adaptar a esse possível novo mundo. Com um tom de fascinação e otimismo mal sabiam que aqueles seriam os primeiros passos na tentativa de garantir sua sobrevivência.



Não consigo deixar de pensar nas piadinhas espertalhonas e na resistência que aqueles malucos deviam encontrar dentro das redações.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Portfólio - Época

Para representar essa passagem de tempo o design dessa matéria sobre a atual onda retrô eu simulei características gráficas das revistas de cada década, como o tipo principal e os grafismos. A textura de papel antigo no fundo das páginas deu um ar de revista velha e foi “desamarelando” de acordo com a passagem do tempo. A ilustração tipográfica que fiz para abrir a matéria também recebeu uma leve duplicação de cores para que parecesse fora de registro, coisa comum em publicações antigas quando os recursos de impressão eram mais limitados. Revista Época ed. 715 (janeiro de 2012).

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Por que eu gostava do Instagram... e ainda gosto

Um dia, lá em 2010, eu troquei meu velho celular da LG por um iPhone 4. Entre tantos apps que eu "tinha que ter" me sugeriram um tal de Instagram. "Lá você posta suas fotos com filtros e todo mundo vê, dá like e comenta. É pouco conhecido por aqui ainda, mas é bem divertido. Você que gosta de fotos vai adorar". Ok, porquê não?

Tudo verdade. O trequinho era bem divertido e realmente tinha poucos brasileiros. Mesmo muitos que já tinham iPhone por aqui pareciam não se interessar muito. Naquele momento minha percepção era que o domínio absoluto do reino da fotografias quadradinhas com bordinhas e saturadas por filtros pertencia aos japoneses. Minha timeline até então era composta de uns 70% de fotinhos de belas paisagens urbanas do Japão e suas comidas coloridas. E os caras já mandavam muito bem. (Cabe aqui o primeiro parênteses dessa historinha: eu acredito que o critério mandar bem é algo muito pessoal no Instagram. Para mim, por exemplo, levava em conta paisagens urbanas inusitadas e um olhar diferente sobre aquilo. O filtro dava um clima mas o que me interessava era ver o que a pessoa estava vendo/fazendo naquele momento). Dessa forma, deitado na minha cama antes de dormir, eu podia ver o lugar onde alguém tomava seu café da manhã em Tóquio. Uma espécie de voyeurismo sócio-cultural instantâneo e consensual. Comecei a me empolgar.


Mais uma doença virtual
De repente, talvez por um desses já naturais efeito de disseminação digital, comecei a encontrar muitas pessoas de outros lugares do mundo. Quando eu dava um find friends já percebia que a suposta hegemonia nipônica estava sendo duramente abalada. Lembro-me que os vizinhos mais próximos dos japoneses sofreram uma epidemia sem controle dessa doença com filtrinhos, tanto que uma das hashtags mais populares no Instagram até hoje é o #iphonesia, uma junção de iPhone e Indonésia, muito usada inicialmente para fotos daquele país e que atualmente é aplicada por muitos a qualquer tipo de foto por causa da sua popularidade. (Hashtag, para quem não sabe ainda, é uma forma de designar o assunto/tema com o uso da palavra-chave precedida do simbolo #. Seu uso é parecido com o do Twitter mas no Instagram elas acabam criando uma espécie de álbum fotográfico de cada tema. Gosto de pensar que isso vai ser de grande valia para os arqueólogos digitais do futuro quando eles forem revirar todas essas imagens).
Era de se esperar que logo esse contágio atingiria o ocidente. Primeiros os europeus. Depois os americanos. Uma enxurrada deles. Assim eu já eu não precisava mais me contentar somente com sashimis, doces com embalagens super-coloridas ou alguém preso no trânsito paulistano de Jacarta ou Kuala Lumpur. Agora, na minha ronda fotográfica noturna eu podia passear por paisagens lúdicas de pequenas cidades da Holanda, acompanhar um garoto americano que explorava visualmente sua cidadezinha no interior de Arkansas, observar pessoas de diversas etnias compartilhando um vagão lotado do metrô em Nova York ou me deparar com uma comida esquisita de Noruega que o autor da foto gentilmente descrevia em um inglês limitado, porém esforçado, para que todos pudessem entender o que era. Foi assim também que conheci uma banda de rock clássico que nunca tinha ouvido falar do rincão gelado da Finlândia e pude acompanhar uma espécie de diário fotográfico de um dos seus membros enquanto gravavam suas músicas ou tocavam em pequenos clubes. 
O que parecia somente mais uma modinha hipster estava ficando cada vez mais interessante. Pronto... eu também estava doente.


I speak inglês, do you não entende because é ignorante
Não demorou muito e comecei a fazer amigos virtuais por lá e com eles trocava muitas ideias via comments sobre amenidades. Todos nós curiosos pela situações ou objetos fotografados. Curiosos pela cultura um do outro. E toca eu me esforçar no meu inglês autodidata.
O idioma naturalmente havia se tornado a língua oficial ali também, mas tinha algo diferente. As pessoas de outros lugares do mundo pareciam também nem se importar muito se o estavam escrevendo direito (excetuando os nossos amigos de origem anglo-saxã... e mesmo assim olhe lá!). O mais importante era ser razoavelmente entendido. Com mil perdões aos mais letrados mas a palavra ali estava em segundo lugar. Estávamos no reino das imagens. E elas reinavam lá. Milhões delas. De todos os tipos e para todos os gostos, com ou sem filtros, inusitadas ou óbvias, pretensiosas ou simplesmente tiradas a esmo. Um dos maiores registros fotográficos do mundo e de uma época concebido por milhões de empolgados fotográfos de primeira viagem. E para a maior parte delas nem necessitava realmente de explicação.



Lá vem a turma do "mimimi"
Como é natural no comportamento do bicho-homem a turma do contra logo começou mimimizar: "Agora todo mundo pensa que é fotógrafo. Bota um filtrozinho besta e já se acha". Ok, não nego que tirar uma foto bonita, ornamentada com um filtro que simula condições de luz e cor que você não saberia nem como começar a fazer de forma convencional, sobe um pouco a cabeça. Mas te garanto que se você tiver o mínimo de semancol é fácil cair na real. Não sou fotógrafo. Continuo a acreditar que a técnica essencial para tal está na mãos dos grandes profissionais, alguns deles com quais já tive o orgulho de trabalhar. Mas também percebia que o Instagram mudava a percepção que muitas pessoas tinham da fotografia. Você logo notaria isso na inegável evolução do olhar de quem era leigo, começava a brincar ali e acabava se tornando um hard user. Até os filtros passavam a ser usados com mais sabedoria. E uma coisa eu posso garantir: ainda tem muita gente até hoje que tira tanta foto ruim que não há filtro que salve.


O poder da autopromoção
Daí para o uso profissional da coisa foi  um passo. Sim, em algum momento descobri que ele era uma ótima vitrine se você é designer, estilista, arquiteto, ilustrador e, obviamente, fotógrafo. E como eu disse acima, até se você fosse músico ele poderia ser de grande valia para promover seu trabalho. No meu caso bastou eu postar um ou outro trabalho meu ali e hashtaguear corretamente para fazer amizade e trocar contatos com outros profissionais do mundo todo. Passei a seguir boa parte deles. Também comecei a acompanhar de perto ótimos fotógrafos, ilustradores, designers brasileiros e gringos com quais me divirtia e treinava meu olhar. Os grandes veículos de comunicação americanos e europeus também entenderam esse potencial e já faziam coberturas jornalísticas fotográficas por lá também (no auge do Ocuppy Wall Street, por exemplo, parte da imprensa local nova-iorquina usou e abusou do Instagram). Até o presidente Barack Obama já tinha sua conta lá e a usava na campanha para reeleição. A coisa começava a ficar séria.


Pausa para dica
Aí entra a importância do hashtag.  Se você é designer gráfico, por exemplo, se torna mais fácil para alguém achar uma imagem sua se ela estiver no álbum #graphicdesign ou #designgrafico. Tá certo... ver a eficácia disso na quantidade de visitas que sua foto tem e nos likes que ela recebe faz com que você se empolgue e adicione cada vez mais tags. Alguns chegam ao ponto de tornarem tagfreaks com cada foto acompanhada por lista interminável e esquisita de tags. Mas, por experiência própria que quase já fui um desses, digo que se você for mais preciso e econômico terá praticamente o mesmo resultado. E ainda não vai passar por um obcecado em likes.

Demorou, mas pegou
De uns tempos pra cá ele começou a cativar também os brasileiros. Aos poucos fomos perdendo a vergonha e começamos a postar em peso. Até que pegou por aqui também. Maioria, como era rotina aos que acabavam de chegar, costumavam fazer um uso totalmente "facebookiano" do Instagram, mostrando seus bons momentos com amigos e família. Boa parte acabava ficando por aí mesmo o que resultava no desinteresse rápido com a certeza que para isso o Facebook ainda era mais legal - e por ser mais abrangente é mesmo. Isso geralmente se caracterizava quase como um primeiro estágio do uso do Instagram.  Mesmo que para muitos era o suficiente, fazendo do aplicativo uma espécie de diário, para outros o interessante era explorar seus recursos, inclusive tratando suas imagens previamente em outros aplicativos como Photoshop Express, Camera+, PicShop, Tiltshift, entre outros, antes de postá-las. Começavam se precupar mais com o ângulo ou luz das fotos, buscavam definir um estilo e/ou se tornavam temáticos.

Por outro lado existiam aqueles que se cansavam de ver fotos de pôr-do-sol, comidas, asas de avião ou de pezinhos e desistiam por simplesmente não fazerem questão de mergulhar muito naquele gigantesco mar de fotografiazinhas. Mas assim como qualquer rede social isso era do jogo...  e para os mais impacientes vale lembrar que sempre existia a opção mágica do unfollow. Ser desadicionado no Instagram era algo normal. A todo momento alguém se enchia das minha fotos, por exemplo, e eu observava o contador de seguidores descer. As vezes eram dezenas de descontentes de uma vez só. Mas bastava algumas fotinhos novas e lá surgiam novos seguidores. Esse sobe e desce era constante e para mim só deixava a coisa mais bacana e desafiadora.

O eterno desejo humano em ser especial
Aí saiu a versão do Instagram para o sistema Android. Acabava aí a exclusividade da turma do iPhone. Mais mimimi. E com um tom desesperado. Todos agora falando da temida "orkutização" do Instagram. O termo, de conotação pejorativa, foi criado para se referir à adesão daquele usuário precoceituosamente enquadrado como pobre, de mal-gosto ou de pouca cultura, numa alusão maldosa aos que ainda permanecem no Orkut. Ok, reproduzir o mesmo comportamento exclusivista que temos em sociedade no mundo digital já é algo comum. Mas penso que isso não condiz com o caráter democrático da rede. Acreditar que todas as informações ou serviços disponíveis no mundo digital são exclusividades de poucos é uma tremenda baboseira. E é claro que alguns podem querer privacidade. Mas para isso sempre há os recursos que bloqueiam o acesso aos perfis. De qualquer modo no Instagram isso se torna ainda mais descabido pois, além do unfollow já mencionado, você também pode selecionar quem irá admirar suas fotos simplesmente restringindo o acesso livre a elas. Só quem você quiser irá vê-las. E por ser uma rede social exclusiva para smartphones (por enquanto, apesar de sites como Statigram, ainda não é fácil interagir com o perfil da pessoa no Instagram pela internet) a coisa fica ainda mais difícil para os stalkers, os bisbilhoteiros da vida digital alheia.


Vamos todos sair para brincar na rua
A compra do Instagram pelo Facebook pode mudar isso, claro. Até já existe um movimento forte entre os Instagramers ou simplemente Igers (é como se auto-denominam os usuários do aplicativo) para forçar Zuckerberg e sua equipe a deixar as coisas como estão. E essa turma pode não ser comparável as quase 1 bilhão de usuários do Facebook mas já mostra sua força com eventos como o 1º Congresso de Instagramers que acontecerá em Torrevieja, Espanha, dias 5 e 6 de maio.

De qualquer forma nada disso me tira o sono (minha insônia tem outros motivos). Redes sociais estão aí para interligar pessoas. Seja por palavras, fotos, vídeos ou sons. Tudo faz parte de um banco de dados inesgotável de conhecimento (ou da falta dele, não importa). Movido por uma das melhores qualidades humanas: a curiosidade. E isso é o que interessa para mim. Me considero uma criatura visual. Nesse caso o Instagram se tornou um ótimo laboratório para mim. Lá eu posso ver e testar novas fórmulas imagéticas, de forma quase automática. Divulgar meu trabalho ou admirar imagens criadas por pessoas com interesses em comum. Sim, sei que existem outras iniciativas tão ou mais funcionais como Pinterest, Behance, Flickr, Tumblr, mas a praticidade e a instantaneadade do Instagram me permite além de tudo observar e conhecer lugares que nunca estive (e alguns que provavelmente nunca estarei) retratados por pessoas comuns que estão lá... neste exato momento. Dar likes desenfreados nas festas divertidas de amigos ou no orgulhoso conhecido que posta sua paixão por cervejas. Todos a quilometros de distância de mim mas com aquela frestinha digital aberta para eu dar uma espiada. Me permite também e por que não compartilhar os meus próprios momentos e criar diários fotográficos para minhas viagens e projetos. Para mim não se trata apenas de filtros ou glamour.

Hoje, quando revejo minha timeline de fotos sei exatamente quando e como cada uma delas foi tirada e, principalmente, o que me fez tirá-las. E espero, de verdade, que o Instagram exista pelos próximos 20, 30 ou 40 anos e eu possa estar vivo para sentar e rever alguns dos momentos da minha vida vistos pelos olhos de quem mais me interessa: eu mesmo.


Quem quiser me seguir no Instagram é só adcionar  @alucasdesign

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Portfólio - Época

Para o abre da matéria sobre os novos estudos que identificavam que a sabedoria avançava conforme o tempo de vida atingindo o ápice na meia-idade minha participação foi como ilustrador. O designer Daniel Pastori teve a ideia bacana de representar esse "florescimento" com uma muda e uma árvore já crescida onde a copa teria o formato de um cérebro. Por um momento ele lamentou de ser muito perto do fechamento e não ter mais tempo para pautar um ilustrador. Como estava de bobeira topei encarar essa e partindo de uma foto criei uma espécie de "bonsai" digital. Revista Época, ed. 685 (julho de 2011)


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Algumas definições sobre Design Editorial V - Diagramação

A diagramação (ou layout) é quando o designer dispõe de forma harmoniosa todos os elementos gráficos que vão ajudar compreensão de uma história, utilizando fundamentos visuais no uso das cores e tipografia.

Como dito antes não basta apenas o designer distribuir o que tem a disposição de forma agradável, abusar de cores e tipos que teremos uma boa diagramação. Obviamente o valor estético nesse momento deve ser contemplado e não há ninguém melhor que o profissional de design gráfico para fazer com que isso se torne realidade. Mas seguindo o briefing inicial e já tendo em mente a importância de infográficos e fotografias o designer deve procurar distribuí-los de forma que o conteúdo do texto seja enriquecido pelos elementos visuais. A diversão fica por conta da criação de grafismos que colaborem com isso, mas nunca se tornem competitivos com a informação. Contextualizar e dosar essa utilização é que torna o design de uma matéria elegante e inteligente. Recorrer a ilustrações ou ícones sempre é bem-vindo, desde que se observe as mesmas regras aplicadas a todos os outros elementos gráficos.

Em outros dois aspectos o designer editorial pode se tornar uma peça importante e, muitas vezes, definitiva para edição visual de uma matéria: na concepção da abertura de uma matéria e na micro-edição.

Abertura
É a porta de entrada para qualquer matéria. O leitor costuma avaliar se mergulha ou não em uma reportagem pelo primeiro impacto, que geralmente é visual. Só depois disso ele decide se começará a ler ou não. Outros fatores pesam muito nessa decisão, é claro. Um bom título e uma linha fina (olho) instigante contribuem muito também. Mas se isso estiver aliado a uma boa ideia visual o poder de atração se torna instantâneo. Em muitos casos uma boa foto criativa e bem executada resolve, mas quando uma solução meramente fotográfica se torna insuficiente para definir como se iniciará a história vale a pena investir em uma obra conceitual, que exprima um conceito geral do que estará abordado na materia. Para isso o designer pode contar com todo o seu know-how criativo e elaborar alguma montagem fotográfica, usar uma ilustração ou mesmo partir para algo tipográfico, dando força ao título (conhecido como all type).

Micro-edição visual
No quesito design é isso costuma diferenciar as grandes publicações das amadoras. Numa avaliação simplista é aquilo “que o leitor nem percebe”. São as variações de cores e pesos nas fontes em todos os textos de apoio ao texto principal (quadros, tabelas, infográficos, etc.). Costumam também receber fios (linhas), ícones e sinais gráficos. Muito confundida com simples capricho cosmético a micro-edição vai além, tornando a compreensão de pequenos textos muito mais clara. O resultado final disso acaba por deixar as páginas muito mais elegantes e com um ar extremamente organizado e profissional.

Algumas definições sobre Design Editorial IV - Infografia
Algumas definições sobre Design Editorial III - Fotografia
Algumas definições sobre Design Editorial I

Portfólio - Época

Abertura da matéria sobre novos estudos que mostram o que influencia na hora de se tomar decisões. Criei um labirinto funcional como alusão ao processo de fazer escolhas. Revista Época ed. 626 (maio de 2010).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Algumas definições sobre Design Editorial IV - Infografia

Antes de ser um simples elemento decorativo um infográfico é uma ferramenta jornalística. Nele são dispostos dados e informações na forma de gráficos e tabelas que enriquecem o entendimento do assunto abordado.

Por essa razão um infografista deve trabalhar próximo a um jornalista para obter o maior número de dados possíveis que possam ser interpretados visualmente. Ele também tem autonomia para buscar por conta própria essas informações. O infografista não precisa necessariamente ser um designer mas não pode nunca menosprezar esse aspecto. Uma clara disposição de elementos, bom senso na escolha tipográfica e uso correto de cores são essenciais no momento de hierarquizar os dados. Nessa hora cabe ao designer editorial, sempre que necessário, auxiliar o infografista e com isso colaborar para que se mantenha a identidade visual da matéria.

Algumas definições sobre Design Editorial III - Fotografia
Algumas definições sobre Design Editorial I

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Potfólio - Época

A abertura da matéria sobre a morte inesperada de Amy Winehouse é um bom exemplo de como às vezes nem tudo sai como esperado numa revista. Minha primeira ideia era ter apenas um título forte e um olho. Isso, aliado a foto de perfil da cantora, daria uma certa força dramática ao conjunto.



No decorrer do processo acabou acontecendo o que chamamos de "faz caber" com o texto e tive introduzir um parágrafo para abrir. Minha sorte foi ter como título final apenas "Amy", o que acabou mantendo a elegância. Revista Época ed. 689 (agosto de 2011).

Algumas definições sobre Design Editorial III - Fotografia

A fotografia é parte essencial do design editorial. Na maioria das vezes ela define a “temperatura” da edição visual de uma matéria.

Uma boa edição fotográfica depende muito da experiência criativa do designer e do olhar diferenciado e apuro técnico do fotógrafo. Trabalhar em conjunto com um profissional da fotografia, seja ele quem vai fazer as fotos ou quem vai editá-las, se torna primordial para que a matéria não somente salte aos olhos mas como também tenha ritmo jornalístico. Isso significa que as imagens passam a dar suporte ao tom do texto e acompanham seu raciocínio.

Algumas definições sobre Design Editorial II - Briefing
Algumas definições sobre Design Editorial I

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Portfólio - Época

Abertura da matéria sobre a nova guerra fria entre a China e Estados Unidos, revista Época ed. 692 (agosto de 2011).



Algumas definições sobre Design Editorial II - Briefing

Antes de elaborar a edição visual é necessário compreender do que se trata a matéria. Nesse momento, muito parecido como acontece na publicidade, é necessário ter em mãos um briefing, um curto resumo do assunto que será abordado.

É a hora de discutir qual a melhor solução fotográfica e possíveis elementos gráficos informativos que poderão ser explorados caso isso seja necessário. São eles: infográficos, galerias de personagens, linha do tempo, ilustrações, quadros, etc. Muitas vezes essa sugestão pode partir do próprio designer, daí a necessidade de ter alguma noção do metódo de edição jornalística. Estar bem informado sobre assuntos gerais também ajuda… e muito.

Algumas definições sobre Design Editorial I

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Portfólio - Época

Abertura da matéria sobre o afastamento de Steve Jobs da Apple, revista Época ed. 693 (agosto de 2011). Quatro semanas depois ele morreria.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Homenagem a Steve Jobs

Desenho que fiz para homenagear o homem que mudou a nossa relação com a tecnologia.

domingo, 25 de setembro de 2011

Algumas definições sobre Design Editorial I

O design editorial é a aplicação dos conceitos do design gráfico na elaboração da edição visual de produtos de informação.

Ao analisarmos isso logo chegamos a conclusão que o designer disposto a trabalhar com design editorial tem que ter a capacidade de compreender a informação para dessa forma editá-la visualmente. No ramo de revistas isso significa compreensão do método jornalístico.

A edição visual jornalística vai além da simples decoração das páginas. Ela leva em conta o peso da informação e isso define o caminho desde a edição fotográfica até a escolha de tipos, cores e possíveis grafismos. Ou seja, a linguagem visual que a matéria vai ter.

O designer é uma criatura visual. Isso muitas vezes o leva a crer que todo elemento gráfico colocado a sua disposição tem que ter uma finalidade meramente estética. No design editorial isso também se aplica em parte, afinal ainda estamos falando de design, porém o cuidado para que a aplicação de conceitos visuais seja coerente e contextualizada deve ser redobrado. O jornalismo basicamente é uma forma de contar histórias. O design tem que estar em sintonia com cada uma delas e ajudar a melhorar sua compreensão.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A pior tabela da Copa até hoje publicada

Certamente a pior tabela da Copa já publicada (revista Time, 10 de junho de 2010), mas mostra como os americanos dão importância à maior festa esportiva do planeta.

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