domingo, 28 de setembro de 2008

E a Adobe anuncia a família CS4


No último dia 25 a Adobe anunciou o novíssimo Adobe Creative Suite 4 (ou CS4 para os íntimos). Com isso ela reafirma a liderança na indústria de softwares de criação multimídia. Para a concepção do novo pacote de programas a empresa derrubou a parede existente entre os designers e os desenvolvedores, algo que ela já vinha fazendo gradativamente. O resultado são inovações que facilitam o processo criativo e promovem maior interação entre os seus softwares. Uma das marcas disso é a integração da tecnologia Flash com todos os produtos da linha (fiquei maravilhado com a possibilidade de exportar arquivos do InDesign para o formato Flash).
Para o lançamento a Adobe criou três pacotes principais, cada um englobando softwares destinados a um específico uso: o Adobe CS4 Design (para a área de criação gráfica), o CS4 Web (para webdesign e aplicações digitais, inclusive para celulares) e o CS4 Production (para a produção audiovisual e mídia interativa). Todos eles estarão disponíveis nas versões Standard e Premium (as diferenças entre as duas você compara aqui). Mas para quem já é um artista completo e multimídia ou simplesmente gosta de possuir todas a novidades da empresa, também estará a venda o CS4 Master Collection, que trará todos os programas da Adobe. Sou supeito para falar, já que sou fã dos produtos da empresa, mas acho essencial qualquer profissional das áreas mencionadas darem uma olhadinha nas novidades dos softwares da linha CS4. Entra lá no site da Adobe e navegue em cada programa. Eu fiquei entusiasmado para caramba.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Nunca diga nunca!


Você que é designer certamente conhece essa situação: você tem aquela idéia fantástica, apoiada por argumentos estéticos válidos e resultado de muita pesquisa. Passa horas na frente do computador e usa toda a sua técnica para criar um trabalho final com um acabamento impecável que parece ser improvável que alguém, com um mínimo de cultura visual, possa não gostar e, de repente, vem o seu chefe ou o cliente e diz "Não é nada disso. Está horrível!". E com o orgulho ferido e muita frustração você o guarda em algum cantinho na espera de um dia poder usá-lo... mas esse dia nunca vem.

Mas como nunca é muito tempo foi criado o Project Never (Projeto Nunca), uma competição gratuita criada por designers gráficos para designers gráficos que vai premiar o melhores trabalhos rejeitados.
O prêmio é mais simbólico e colocará o perfil do ganhador no site projectnever.com com sua biografia, comentários dos juízes e de especialistas da área. Será dado também um troféu personalizado e a honra de ser "The Project Never Designer of the Year".

Os trabalhos enviados tem que ter sido desenvolvidos entre 1º de janeiro de 2007 a 1º de dezembro de 2008 e só valem aqueles projetos feitos com algum propósito mas que, por alguma razão, não foram aceitos. A data de entrega vai até 1º de dezembro de 2008 e os ganhadores serão anunciados em 1º de março de 2009. Tá tudo explicadinho no site do projeto.

É a hora de abrir aquela pastinha "Trabalhos Rejeitados" e fazer valer a justiça com aquele trabalho estiloso que você criou e o mundo perdeu a chance de ver.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Está no ar o novo Faz Caber


Há uns dois anos atrás, mais ou menos, eu e o diretor de arte Marcos Marques tivemos a idéia de criar um blog até então inédito na internet brasileira. Seria o primeiro blog que mostraria os bastidores da editoria de arte de uma revista. No nosso caso a Época. Seria uma espécie de bate-papo de botequim entre designers com dicas, influências, novidades e até algumas peripécias que ocorrem diaramente num departamento como o nosso. A idéia era ótima mas a dúvida estaria no nome a ser dado para o blog. Várias tentivas foram feitas mas todos soavam pomposos demais. Minha primeira e única sugestão foi em cima do pesadelo de qualquer designer editorial: o famigerado Faz Caber. Para quem não sabe, essa expressão é recorrente em revistas que priorizam a informação como a Época e significa que o texto do jornalista excede (às vezes, em muito) o tamanho pré-determinado pelo lay-out . Resultado: uma cirurgia plástica de última hora, com diminuição de fotos, realinhamento de colunas, rediagramação de infográficos, etc., que acaba por sacrificar o visual da matéria. Mas isso faz parte do jogo e quem trabalha na área não guarda frustrações quanto a essa prática. Matérias vem e vão e cedo ou tarde, em alguma delas, o design acaba falando mais alto. E mesmo naquelas em que o "Faz Caber" reina, cabe ao designer, mesmo nesse mar de letrinhas, zelar pelo melhor visual e proteger a identidade gráfica da revista. Aquela que quando o leitor olha percebe de imediato qual revista lendo e o quanto fácil e agradável está essa leitura para ele. O nome espirituoso então caiu como uma luva inclusive tornando o termo, antes antipático e até impositor, motivo de brincadeiras entre a editoria de arte e os redatores.
Passar um pouco dessa e de outras experiências diárias da gente é a proposta do blog Faz Caber, que agora está de cara nova e em endereço novo. Destaque para o logo criado pelo talentoso ilustrador Japs retratando, de forma bem divertida, toda a nossa equipe. Eu sou o barbudinho segurando a letra "R". Clica na imagem abaixo que ela amplia.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Uma boa chance para voltar a brincar de ioiô


A esta altura todos já devem conhecer o iPhone, o celular sensação da Apple, tranqueirinha hype que 11 entre 10 applemaníacos querem ter. Eu desencanei completamente de ter um no Brasil depois que vi os supostos preços que estão cogitando para a comercialização da versão 3G dele por aqui. Com planos mensais de 600 paus vai virar objeto de ostentação cafona de novo-rico esnobe. Coisas de terceiro mundo. Mas o intuito deste post não é falar nem da ambição predatória da telefonia móvel brasileira e muito menos do aparelhinho da Apple. Um designer industrial sueco chamado Peter Huvander desenvolveu um protótipo conceito de um inusitado e ecológicamente correto carregador para o iPhone: é o iYo. A idéia é que você carregue o seu celular da Apple com o cabo conectado em uma espécie de ioiô que gera energia quando usado como... um ioiô!! Você se diverte, carrega seu celular e contribui para o meio ambiente. Mais hype impossível. Coisa de primeiro mundo.


Aqui um esquema do próprio Peter de como o treco funciona:


E o vídeo "promocional" com a invenção em ação:


Será que a Apple banca a idéia?

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Criatividade pouca é bobagem


Um site bacana para quem gosta de ver anúncios de todas as partes do mundo é o Ads of the World. Ele reúne feras da publicidade mundial que marcam presença com anúncios cheios de sacadas interessantes. Legal também ver os trabalhos de brazucas em peso por lá. Uma fonte transbordante de idéias que podem servir de inspiração (eu disse INSPIRAÇÃO... copiar é feio, não se esqueçam). Vale muito a visita.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Agora é a vez da IstoÉ


Outra das mais tradicionais publicações brasileiras acaba de mudar seu projeto gráfico: a revista IstoÉ. Sempre considerada por muitos designers editoriais como o "patinho feio" das semanais brasileiras a IstoÉ estreou na edição 2028 um projeto gráfico moderno e arrojado assinado pelo designer Ricardo van Steen, sócio da agência de design Tempo. Foi uma mudança radical e deixou a revista infinitamente mais bonita. Seguindo uma tendência iniciada no Brasil pela revista Época, a IstoÉ passa a valorizar a clareza nas páginas, apoiada numa tipografia mais limpa e moderna. Os brancos estão presentes em quase todas as matérias servindo como "respiro" para o leitor, algo adotado em peso pelas maiores revistas do mundo atualmente. Outra coisa interessante é a forma de se abrir seções com espécies de capinhas internas. Essa inovação, também muito usada nas grandes revistas estrangeiras, foi até alvo de algumas críticas quando adotada primeiramente pela revista Época mas logo se provou ser uma excelente forma de guiar o leitor dentro da revista e, de quebra, ainda dá um ar de elegância a publicação. No caso da IstoÉ esse recurso também foi muito bem usado e poderia até ser mais explorado em outras partes da revista, diferente da revista Veja, por exemplo, que na recente mudança de seu projeto optou apenas em abrir sua seção inicial dessa forma.

Capinhas internas: tendência gringa introduzida nas semanais brasileiras pela revista Época (1), timidamente usada pela Veja (2) e que agora também faz parte da nova IstoÉ (3)

Pontos negativos, na minha opinião, são o uso excessivo de caixa alta (letras maiúsculas) nos títulos, alguns degradês que definitivamente destoam da modernidade do projeto novo e muita interferência de requadros brancos nas fotos, que apesar de ser algo bacana, se torna poluidor quando usado exageradamente. Mas nada disso é comprometedor. O interessante nessa história toda e que sempre vale a pena ressaltar é a justa importância que o design gráfico editorial vêm recebendo no Brasil ultimamente. Ver revistas que eram graficamente monolíticas como IstoÉ e Veja se atualizarem é algo estimulante (mesmo que nessa última a mudança tenha sido muito mais sutil). Fica evidente que também no design editorial o nosso país está colocando o pé no primeiro mundo e certas "verdades", antes consideradas absolutas e inquestionáveis por aqui nesse quesito, vem caindo por terra graças a uma mudança de mentalidade editorial, hoje muito mais flexível e aberta a novas fórmulas. Parabéns a equipe de arte da IstoÉ e aos diretores que bancaram essa mudança. Ganham vocês, ganha todo o mercado editorial brasileiro e principalmente o leitor, hoje muito mais antenado e ávido por novidades.

E que a busca por inovações gráficas não pare por aqui sempre perseguindo a maior pluralidade de referências possíveis.




Mais branco: seção de cultura da IstoÉ  agora com capinha e valorizando a limpeza visual assim como a sua correspondente, Mente Aberta, em Época. Quem disse que revista semanal de informação tem que ser feia?

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Potfólio - Época

Dupla de páginas para a seção Mente Aberta da revista Época, ed. 537 (setembro de 2008) sobre as mudanças ortográficas na língua portuguesa. Como só trabalhei com tipografia usei apenas o InDesign, inclusive nos detalhes em vermelho que simulam correções feitas a mão.

Artes gráficas e contestação de qualidade


Neste último final de semana fiz algo que me cobrava a muito: visitei o Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Para quem não sabe trata-se de um evento que busca incentivar a descoberta de novos talentos das artes gráficas, através de exposições e premiações de trabalhos que abrangem diversas categorias (caricaturas, quadrinhos, charges, etc.). O Salão já esta na sua 35o. edição e é considerado uns dos mais importantes do mundo. O que salta aos olhos imediatamente é a qualidade dos trabalhos ali exibidos. Na sua maioria são charges contestadoras e caricaturas de personalidades mundiais de extremo bom gosto. Sem dúvida nenhuma mostram que o Brasil é um dos expoentes no campo das ilustrações gráficas (estranhamente subestimada pelo mercado editorial brasileiro, no qual poucas revistas abrem espaços para esse tipo de linguagem e se limitam a alguns poucos nomes já consagrados. Para piorar muitas vezes preferindo repetir idéias já usadas em revistas estrangeiras transformando o artista nacional num mero executor). Os trabalhos gringos também valem menção pela técnica apurada e por virem de lugares inusitados e não dos grandes e celebrados centros artísticos mundiais como Europa e EUA. Os ganhadores na categoria Vanguarda e Cartum, por exemplo, são iranianos. O Salão vai até o dia 12 de outubro e vale a visita (que é gratuita). De quebra ainda dá para conhecer a bela cidade de Piracicaba e comer um peixe na aconchegante Rua do Porto, programa considerado essencial estando por lá. Maiores informações visitem o site oficial do evento.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Portfólio - Época

Esta semana, na edição 535 de Época (agosto de 2008), fiz a abertura e toda a parte de olimpíadas da revista. Para o abre havia pensado usar uma foto de agência do nadador Michael Phelps até chegar uma exclusiva, muito melhor, de nosso fotógrafo enviado a Pequim, Ricardo Côrrea. Também tive uma discreta participação no infográfico principal da matéria, feito por meus amigos Marco Vergotti e Nilson Cardoso, desenhando o próprio Phelps em vetor.

Essa é a versão com a foto da agência:


Esse é o publicado, com a nossa foto exclusiva:


O infográfico e, no destaque, meu desenho de Phelps:


E uma página que gostei de fazer também:


Podem descer a lenha!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Tem uma grande idéia de algo para vender?


Mais uma boa sacada para expor trabalhos internacionalmente. Outside of Sorts é uma exposição promovida pelo American Design Club que apresentará produtos que giram em torno dos temas outside, the great outdoors, play, external, nature, open air, surroundings, exterior e natural world. Qualquer designer pode enviar seu projeto para avaliação, porém eles preferem que sejam peças pequenas e que possam ser vendáveis. Não há taxas de inscrição mas as despesas com postagens ficam por conta do artista. Como eu me atrasei com o post o prazo de entrega é curto: dia 27 de agosto. Mas eles aceitam projetos em andamento desde que já se tenha algo para mostrar e com um prazo de término definido pois o produto final é que será exposto. Aqui tá tudo bem explicadinho. Oportunidade bacana para os designers de produtos brazucas detonarem como sempre. Ainda mais com esses temas.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Macetes e truques no Photoshop


Esta aí uma boa dica para quem tem dificuldade em retocar imagens, fazer montagens ou criar efeitos no Photoshop. É o site Photoshopus. Lá dá para encontrar vários tutoriais que ensinam passo a passo como realizar alguns truques bacanas com imagens e tipos. Cá entre nós, até eu estou tirando proveito dos toques dos caras. Grande iniciativa.

Essa dica eu pesquei do Sedentário & Hiperativo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Portfólio - Época

Um post de portfólio retroativo mas que acho que vale colocar aqui. Essa matéria saiu na edição 503 da revista Época (janeiro de 2008) e foi escrita pela minha grande amiga e sempre polêmica Eliane Brum. O tema era muito interessante e contava uma experiência pessoal que a jornalista teve em encarar uma espécie de meditação extrema onde ela ficou dez dias sem falar, ler ou escrever e outras tantas horas sem se mexer. O legal para mim como responsável em desenhar a matéria era passar essa sensação de auto-isolamento. Um desafio e tanto mas fui radical também no design. Criei um abre minimalista, apenas com uma frase em um fundo totalmente preto e o resto da diagramação valorizando o texto com fotos conceituais, tiradas no próprio retiro, que pontuavam as páginas, juntamente com frases que ressaltariam o cárater pessoal da matéria. Um trabalho diferenciado e, de certa forma, ousado para uma revista semanal de informação. Gostaria de ler comentários. E para quem quiser ler a matéria é só clicar aqui.


quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Revista Veja de cara nova


Quem também acaba de ganhar um projeto gráfico novo é a revista Veja. Sob o comando do diretor de arte Carlos Neri (com quem já tive o prazer de trabalhar) a revista recebeu um banho de loja depois de muitos anos. As seções foram remodeladas assim como as páginas dos articulistas. Nas matérias nota-se uma maior limpeza visual seguindo o bom e velho estilão Time. Os infográficos estão mais claros também (sempre achei os gráficos da Veja excessivamente multicoloridos). Para os textos foi desenvolvido uma fonte especial somente para revista baseada na família Times Roman, que me parece maior e de mais fácil leitura. Foram mudanças sutis em alguns casos e gritantes em outros. Achei, por exemplo, que os "chapéus" nas aberturas das matérias estão um tanto grandes demais, chegando a brigar com o título em alguns casos. E falando em títulos outra coisa que sempre me incomodou ainda está lá, o excesso de títulos em caixa alta (letras maiúsculas) que descontextualizados tornam-se um forte "ruído" visual. Mas no geral acho que ficou bem melhor. Uma mudança que alcançou um interessante meio termo que agradará tanto os novos leitores como os mais antigos. Ponto para o Neri e sua equipe que prova mais uma vez a importância cada vez maior do design gráfico em revistas no Brasil, seguindo uma tendência que já é regra no primeiro mundo a muito tempo.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Portfólio - Época Olimpíadas

Esta semana, junto com a edição 533 da revista Época (agosto de 2008) saiu o Especial Olimpíadas 2008. E lá está minha mão de novo. Criar um projeto gráfico novo totalmente do zero e desenvolvê-lo é algo que me fascina. Apesar de fotos de esporte serem algo muito fácil de se trabalhar pois naturalmente possuem uma beleza plástica inconfundível usamos imagens dos atletas em repouso na principal abertura, posando ao lado de ideogramas chineses (montados depois) escolhidos por eles mesmo. Acho que o resultado ficou bem contextualizado com os temas dos textos. Veja algumas páginas do especial:









segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Portfólio - Época

Na edição 531 (julho de 2008) o tema de capa era a compra da maior cervejaria americana, a Budweiser, pela empresa belgo-brasileira InBev. Para a abertura da matéria tive a idéia de colocar uma latinha de Budweiser derramando cerveja num daqueles copinhos de chopp da Brahma. Essa imagem foi feita em três etapas pelo meu colega Ricardo Côrrea: a lata de Bud, o liquido sendo derramado e o copo da Brahma já cheio. Tudo foi montado no Photoshop depois. Para combinar com clima cervejeiro usei uma borda ocre no título e cores características de rótulos da bebida.

Também participei com algumas idéias para a capa da edição. Numa delas sugeri que fizéssemos uma foto em algum boteco com uma lata de Budweiser ao lado de um copo americano cheio e uma porçãozinha de torresmo, duas coisas bem brasileiras. Foi divertido produzir essa foto, já que fomos a um bar e aproveitamos para degustar os "modelos". Na outra eu rabisquei uma imagem onde uma latinha de Bud estivesse tomando sol numa praia carioca. A ilustração final foi feita pelo artista Fábio Gargitter e ficou ótima. Infelizmente nenhuma delas foi aprovada (se quiser ver a que foi publicada vá ao blog de design da Época, o Faz Caber, do qual também faço parte) mas valeu a diversão de todo o processo de elaboração.

As capas ficariam mais ou menos assim:

Ficam aí umas boas sugestões para o departamento de marketing da InBev. Gostaria muito de ler comentários, críticas, dúvidas ou até mesmo um oi. Não se acanhem.