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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Por que eu gostava do Instagram... e ainda gosto

Um dia, lá em 2010, eu troquei meu velho celular da LG por um iPhone 4. Entre tantos apps que eu "tinha que ter" me sugeriram um tal de Instagram. "Lá você posta suas fotos com filtros e todo mundo vê, dá like e comenta. É pouco conhecido por aqui ainda, mas é bem divertido. Você que gosta de fotos vai adorar". Ok, porquê não?

Tudo verdade. O trequinho era bem divertido e realmente tinha poucos brasileiros. Mesmo muitos que já tinham iPhone por aqui pareciam não se interessar muito. Naquele momento minha percepção era que o domínio absoluto do reino da fotografias quadradinhas com bordinhas e saturadas por filtros pertencia aos japoneses. Minha timeline até então era composta de uns 70% de fotinhos de belas paisagens urbanas do Japão e suas comidas coloridas. E os caras já mandavam muito bem. (Cabe aqui o primeiro parênteses dessa historinha: eu acredito que o critério mandar bem é algo muito pessoal no Instagram. Para mim, por exemplo, levava em conta paisagens urbanas inusitadas e um olhar diferente sobre aquilo. O filtro dava um clima mas o que me interessava era ver o que a pessoa estava vendo/fazendo naquele momento). Dessa forma, deitado na minha cama antes de dormir, eu podia ver o lugar onde alguém tomava seu café da manhã em Tóquio. Uma espécie de voyeurismo sócio-cultural instantâneo e consensual. Comecei a me empolgar.


Mais uma doença virtual
De repente, talvez por um desses já naturais efeito de disseminação digital, comecei a encontrar muitas pessoas de outros lugares do mundo. Quando eu dava um find friends já percebia que a suposta hegemonia nipônica estava sendo duramente abalada. Lembro-me que os vizinhos mais próximos dos japoneses sofreram uma epidemia sem controle dessa doença com filtrinhos, tanto que uma das hashtags mais populares no Instagram até hoje é o #iphonesia, uma junção de iPhone e Indonésia, muito usada inicialmente para fotos daquele país e que atualmente é aplicada por muitos a qualquer tipo de foto por causa da sua popularidade. (Hashtag, para quem não sabe ainda, é uma forma de designar o assunto/tema com o uso da palavra-chave precedida do simbolo #. Seu uso é parecido com o do Twitter mas no Instagram elas acabam criando uma espécie de álbum fotográfico de cada tema. Gosto de pensar que isso vai ser de grande valia para os arqueólogos digitais do futuro quando eles forem revirar todas essas imagens).
Era de se esperar que logo esse contágio atingiria o ocidente. Primeiros os europeus. Depois os americanos. Uma enxurrada deles. Assim eu já eu não precisava mais me contentar somente com sashimis, doces com embalagens super-coloridas ou alguém preso no trânsito paulistano de Jacarta ou Kuala Lumpur. Agora, na minha ronda fotográfica noturna eu podia passear por paisagens lúdicas de pequenas cidades da Holanda, acompanhar um garoto americano que explorava visualmente sua cidadezinha no interior de Arkansas, observar pessoas de diversas etnias compartilhando um vagão lotado do metrô em Nova York ou me deparar com uma comida esquisita de Noruega que o autor da foto gentilmente descrevia em um inglês limitado, porém esforçado, para que todos pudessem entender o que era. Foi assim também que conheci uma banda de rock clássico que nunca tinha ouvido falar do rincão gelado da Finlândia e pude acompanhar uma espécie de diário fotográfico de um dos seus membros enquanto gravavam suas músicas ou tocavam em pequenos clubes. 
O que parecia somente mais uma modinha hipster estava ficando cada vez mais interessante. Pronto... eu também estava doente.


I speak inglês, do you não entende because é ignorante
Não demorou muito e comecei a fazer amigos virtuais por lá e com eles trocava muitas ideias via comments sobre amenidades. Todos nós curiosos pela situações ou objetos fotografados. Curiosos pela cultura um do outro. E toca eu me esforçar no meu inglês autodidata.
O idioma naturalmente havia se tornado a língua oficial ali também, mas tinha algo diferente. As pessoas de outros lugares do mundo pareciam também nem se importar muito se o estavam escrevendo direito (excetuando os nossos amigos de origem anglo-saxã... e mesmo assim olhe lá!). O mais importante era ser razoavelmente entendido. Com mil perdões aos mais letrados mas a palavra ali estava em segundo lugar. Estávamos no reino das imagens. E elas reinavam lá. Milhões delas. De todos os tipos e para todos os gostos, com ou sem filtros, inusitadas ou óbvias, pretensiosas ou simplesmente tiradas a esmo. Um dos maiores registros fotográficos do mundo e de uma época concebido por milhões de empolgados fotográfos de primeira viagem. E para a maior parte delas nem necessitava realmente de explicação.



Lá vem a turma do "mimimi"
Como é natural no comportamento do bicho-homem a turma do contra logo começou mimimizar: "Agora todo mundo pensa que é fotógrafo. Bota um filtrozinho besta e já se acha". Ok, não nego que tirar uma foto bonita, ornamentada com um filtro que simula condições de luz e cor que você não saberia nem como começar a fazer de forma convencional, sobe um pouco a cabeça. Mas te garanto que se você tiver o mínimo de semancol é fácil cair na real. Não sou fotógrafo. Continuo a acreditar que a técnica essencial para tal está na mãos dos grandes profissionais, alguns deles com quais já tive o orgulho de trabalhar. Mas também percebia que o Instagram mudava a percepção que muitas pessoas tinham da fotografia. Você logo notaria isso na inegável evolução do olhar de quem era leigo, começava a brincar ali e acabava se tornando um hard user. Até os filtros passavam a ser usados com mais sabedoria. E uma coisa eu posso garantir: ainda tem muita gente até hoje que tira tanta foto ruim que não há filtro que salve.


O poder da autopromoção
Daí para o uso profissional da coisa foi  um passo. Sim, em algum momento descobri que ele era uma ótima vitrine se você é designer, estilista, arquiteto, ilustrador e, obviamente, fotógrafo. E como eu disse acima, até se você fosse músico ele poderia ser de grande valia para promover seu trabalho. No meu caso bastou eu postar um ou outro trabalho meu ali e hashtaguear corretamente para fazer amizade e trocar contatos com outros profissionais do mundo todo. Passei a seguir boa parte deles. Também comecei a acompanhar de perto ótimos fotógrafos, ilustradores, designers brasileiros e gringos com quais me divirtia e treinava meu olhar. Os grandes veículos de comunicação americanos e europeus também entenderam esse potencial e já faziam coberturas jornalísticas fotográficas por lá também (no auge do Ocuppy Wall Street, por exemplo, parte da imprensa local nova-iorquina usou e abusou do Instagram). Até o presidente Barack Obama já tinha sua conta lá e a usava na campanha para reeleição. A coisa começava a ficar séria.


Pausa para dica
Aí entra a importância do hashtag.  Se você é designer gráfico, por exemplo, se torna mais fácil para alguém achar uma imagem sua se ela estiver no álbum #graphicdesign ou #designgrafico. Tá certo... ver a eficácia disso na quantidade de visitas que sua foto tem e nos likes que ela recebe faz com que você se empolgue e adicione cada vez mais tags. Alguns chegam ao ponto de tornarem tagfreaks com cada foto acompanhada por lista interminável e esquisita de tags. Mas, por experiência própria que quase já fui um desses, digo que se você for mais preciso e econômico terá praticamente o mesmo resultado. E ainda não vai passar por um obcecado em likes.

Demorou, mas pegou
De uns tempos pra cá ele começou a cativar também os brasileiros. Aos poucos fomos perdendo a vergonha e começamos a postar em peso. Até que pegou por aqui também. Maioria, como era rotina aos que acabavam de chegar, costumavam fazer um uso totalmente "facebookiano" do Instagram, mostrando seus bons momentos com amigos e família. Boa parte acabava ficando por aí mesmo o que resultava no desinteresse rápido com a certeza que para isso o Facebook ainda era mais legal - e por ser mais abrangente é mesmo. Isso geralmente se caracterizava quase como um primeiro estágio do uso do Instagram.  Mesmo que para muitos era o suficiente, fazendo do aplicativo uma espécie de diário, para outros o interessante era explorar seus recursos, inclusive tratando suas imagens previamente em outros aplicativos como Photoshop Express, Camera+, PicShop, Tiltshift, entre outros, antes de postá-las. Começavam se precupar mais com o ângulo ou luz das fotos, buscavam definir um estilo e/ou se tornavam temáticos.

Por outro lado existiam aqueles que se cansavam de ver fotos de pôr-do-sol, comidas, asas de avião ou de pezinhos e desistiam por simplesmente não fazerem questão de mergulhar muito naquele gigantesco mar de fotografiazinhas. Mas assim como qualquer rede social isso era do jogo...  e para os mais impacientes vale lembrar que sempre existia a opção mágica do unfollow. Ser desadicionado no Instagram era algo normal. A todo momento alguém se enchia das minha fotos, por exemplo, e eu observava o contador de seguidores descer. As vezes eram dezenas de descontentes de uma vez só. Mas bastava algumas fotinhos novas e lá surgiam novos seguidores. Esse sobe e desce era constante e para mim só deixava a coisa mais bacana e desafiadora.

O eterno desejo humano em ser especial
Aí saiu a versão do Instagram para o sistema Android. Acabava aí a exclusividade da turma do iPhone. Mais mimimi. E com um tom desesperado. Todos agora falando da temida "orkutização" do Instagram. O termo, de conotação pejorativa, foi criado para se referir à adesão daquele usuário precoceituosamente enquadrado como pobre, de mal-gosto ou de pouca cultura, numa alusão maldosa aos que ainda permanecem no Orkut. Ok, reproduzir o mesmo comportamento exclusivista que temos em sociedade no mundo digital já é algo comum. Mas penso que isso não condiz com o caráter democrático da rede. Acreditar que todas as informações ou serviços disponíveis no mundo digital são exclusividades de poucos é uma tremenda baboseira. E é claro que alguns podem querer privacidade. Mas para isso sempre há os recursos que bloqueiam o acesso aos perfis. De qualquer modo no Instagram isso se torna ainda mais descabido pois, além do unfollow já mencionado, você também pode selecionar quem irá admirar suas fotos simplesmente restringindo o acesso livre a elas. Só quem você quiser irá vê-las. E por ser uma rede social exclusiva para smartphones (por enquanto, apesar de sites como Statigram, ainda não é fácil interagir com o perfil da pessoa no Instagram pela internet) a coisa fica ainda mais difícil para os stalkers, os bisbilhoteiros da vida digital alheia.


Vamos todos sair para brincar na rua
A compra do Instagram pelo Facebook pode mudar isso, claro. Até já existe um movimento forte entre os Instagramers ou simplemente Igers (é como se auto-denominam os usuários do aplicativo) para forçar Zuckerberg e sua equipe a deixar as coisas como estão. E essa turma pode não ser comparável as quase 1 bilhão de usuários do Facebook mas já mostra sua força com eventos como o 1º Congresso de Instagramers que acontecerá em Torrevieja, Espanha, dias 5 e 6 de maio.

De qualquer forma nada disso me tira o sono (minha insônia tem outros motivos). Redes sociais estão aí para interligar pessoas. Seja por palavras, fotos, vídeos ou sons. Tudo faz parte de um banco de dados inesgotável de conhecimento (ou da falta dele, não importa). Movido por uma das melhores qualidades humanas: a curiosidade. E isso é o que interessa para mim. Me considero uma criatura visual. Nesse caso o Instagram se tornou um ótimo laboratório para mim. Lá eu posso ver e testar novas fórmulas imagéticas, de forma quase automática. Divulgar meu trabalho ou admirar imagens criadas por pessoas com interesses em comum. Sim, sei que existem outras iniciativas tão ou mais funcionais como Pinterest, Behance, Flickr, Tumblr, mas a praticidade e a instantaneadade do Instagram me permite além de tudo observar e conhecer lugares que nunca estive (e alguns que provavelmente nunca estarei) retratados por pessoas comuns que estão lá... neste exato momento. Dar likes desenfreados nas festas divertidas de amigos ou no orgulhoso conhecido que posta sua paixão por cervejas. Todos a quilometros de distância de mim mas com aquela frestinha digital aberta para eu dar uma espiada. Me permite também e por que não compartilhar os meus próprios momentos e criar diários fotográficos para minhas viagens e projetos. Para mim não se trata apenas de filtros ou glamour.

Hoje, quando revejo minha timeline de fotos sei exatamente quando e como cada uma delas foi tirada e, principalmente, o que me fez tirá-las. E espero, de verdade, que o Instagram exista pelos próximos 20, 30 ou 40 anos e eu possa estar vivo para sentar e rever alguns dos momentos da minha vida vistos pelos olhos de quem mais me interessa: eu mesmo.


Quem quiser me seguir no Instagram é só adcionar  @alucasdesign

quinta-feira, 12 de março de 2009

Falando de design editorial na Editora Globo


Nesta última terça-feira aconteceu a palestra de design gráfico apresentada por mim e Marcos Marques, diretor de arte da revista Época, grande parceiro profissional e na criação do blog Faz Caber. Nela foi apresentada um pouco da história visual da Época, passando pela criação das capas revelando algumas técnicas e curiosidades do processo. Também foi destacado a importância do design estar alinhado ao editorial criando maneiras de facilitar a transmissão da idéia abordada por uma matéria. Essa apresentação fez parte de uma série de palestras direcionadas aos estagiários de jornalismo e design da Editora Globo só que também contou com a presença de alguns convidados do blog Faz Caber. Agradeço a todos que compareceram.


Auditório da Editora Globo lotado para a palestra.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Que tal uma bolsa de 3000 Euros para estudar design?


Esse é o prêmio dado ao primeiro colocado no concurso da fundação alemã :output que organiza a auto-intulada maior competição para estudantes de design do mundo. E as inscrições para a etapa 2009 já estão abertas e os trabalhos devem ser enviados até 15 de fevereiro.

Ela é voltada a estudantes de design e arquitetura do mundo todo e as premiações se dividem em duas categorias: o output Grand Prix, que premiará o melhor de todos os trabalhos e o Print Creativity Award, prêmio dado em parceria com a Sternberg Foudation, onde é premiado o melhor trabalho impresso que visa conectividade com outras mídias (interativa, móvel, embalagem, espaços tridimensionais, etc.). Nesta página estão os termos e condições bem explicadinhos além de outras informações gerais. Oportunidade para mostrar seu talento e ainda faturar algum. Corre lá.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Desenhe e retrate o seu universo pessoal


A Hugo Boss promove a sexta etapa do Hugo Create, uma competição diferente para designers gráficos, ilustradores e fotógrafos do mundo todo. É aberto a estudantes, profissionais ou interessados que se julguem criativos e tenham algum talento.

Assim como os temas abstratos e estimulantes que já abordaram em outras edições (O Céu é o Limite, Trilhas Urbanas: Música e Vida Noturna, Sons da Cidade...) desta vez os trabalhos deverão ser inspirados pelo seu mundo pessoal retratando como seria o seu próprio universo se você mesmo podesse construí-lo.

Os dez primeiros colocados ganharão um prêmio de 500 dólares cada e o trabalho vencedor da etapa ainda será publicado na conceituada revista de design i-D. A data final para a entrega tá perto, 5 de dezembro, por isso corre lá no site do concurso.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Exposição de Design Gráfico


Acontece em Melbourne, Austrália, entre 15 de novembro deste ano a 15 de fevereiro de 2009, uma mostra bem bacana, a New Views 2 - Conversations and Dialogues in Graphic Design. Estarão expostos posteres digitais e impressos feitos por mais de 100 designers gráficos do mundo todo que têm como premissa questionar o futuro da profissão.

Os temas escolhidos variam e vão desde da preocupação ambiental até responsabilidade social, novas tecnologias e educação. Estão divididos em duas categorias: física e digital e as técnicas usadas passeiam entre manipulações fotográficas, ilustrações, colagens e tipografia.

Alguns certamente vão se perguntar: "Mas quem, em época de crise, vai para a Austrália ver uma exposição???!!"... Calma, calma, para quem a grana é curta, no site do evento, mais precisamente neste link, é possível apreciar uma exibição online.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Nunca diga nunca!


Você que é designer certamente conhece essa situação: você tem aquela idéia fantástica, apoiada por argumentos estéticos válidos e resultado de muita pesquisa. Passa horas na frente do computador e usa toda a sua técnica para criar um trabalho final com um acabamento impecável que parece ser improvável que alguém, com um mínimo de cultura visual, possa não gostar e, de repente, vem o seu chefe ou o cliente e diz "Não é nada disso. Está horrível!". E com o orgulho ferido e muita frustração você o guarda em algum cantinho na espera de um dia poder usá-lo... mas esse dia nunca vem.

Mas como nunca é muito tempo foi criado o Project Never (Projeto Nunca), uma competição gratuita criada por designers gráficos para designers gráficos que vai premiar o melhores trabalhos rejeitados.
O prêmio é mais simbólico e colocará o perfil do ganhador no site projectnever.com com sua biografia, comentários dos juízes e de especialistas da área. Será dado também um troféu personalizado e a honra de ser "The Project Never Designer of the Year".

Os trabalhos enviados tem que ter sido desenvolvidos entre 1º de janeiro de 2007 a 1º de dezembro de 2008 e só valem aqueles projetos feitos com algum propósito mas que, por alguma razão, não foram aceitos. A data de entrega vai até 1º de dezembro de 2008 e os ganhadores serão anunciados em 1º de março de 2009. Tá tudo explicadinho no site do projeto.

É a hora de abrir aquela pastinha "Trabalhos Rejeitados" e fazer valer a justiça com aquele trabalho estiloso que você criou e o mundo perdeu a chance de ver.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Artes gráficas e contestação de qualidade


Neste último final de semana fiz algo que me cobrava a muito: visitei o Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Para quem não sabe trata-se de um evento que busca incentivar a descoberta de novos talentos das artes gráficas, através de exposições e premiações de trabalhos que abrangem diversas categorias (caricaturas, quadrinhos, charges, etc.). O Salão já esta na sua 35o. edição e é considerado uns dos mais importantes do mundo. O que salta aos olhos imediatamente é a qualidade dos trabalhos ali exibidos. Na sua maioria são charges contestadoras e caricaturas de personalidades mundiais de extremo bom gosto. Sem dúvida nenhuma mostram que o Brasil é um dos expoentes no campo das ilustrações gráficas (estranhamente subestimada pelo mercado editorial brasileiro, no qual poucas revistas abrem espaços para esse tipo de linguagem e se limitam a alguns poucos nomes já consagrados. Para piorar muitas vezes preferindo repetir idéias já usadas em revistas estrangeiras transformando o artista nacional num mero executor). Os trabalhos gringos também valem menção pela técnica apurada e por virem de lugares inusitados e não dos grandes e celebrados centros artísticos mundiais como Europa e EUA. Os ganhadores na categoria Vanguarda e Cartum, por exemplo, são iranianos. O Salão vai até o dia 12 de outubro e vale a visita (que é gratuita). De quebra ainda dá para conhecer a bela cidade de Piracicaba e comer um peixe na aconchegante Rua do Porto, programa considerado essencial estando por lá. Maiores informações visitem o site oficial do evento.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Tem uma grande idéia de algo para vender?


Mais uma boa sacada para expor trabalhos internacionalmente. Outside of Sorts é uma exposição promovida pelo American Design Club que apresentará produtos que giram em torno dos temas outside, the great outdoors, play, external, nature, open air, surroundings, exterior e natural world. Qualquer designer pode enviar seu projeto para avaliação, porém eles preferem que sejam peças pequenas e que possam ser vendáveis. Não há taxas de inscrição mas as despesas com postagens ficam por conta do artista. Como eu me atrasei com o post o prazo de entrega é curto: dia 27 de agosto. Mas eles aceitam projetos em andamento desde que já se tenha algo para mostrar e com um prazo de término definido pois o produto final é que será exposto. Aqui tá tudo bem explicadinho. Oportunidade bacana para os designers de produtos brazucas detonarem como sempre. Ainda mais com esses temas.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Perdeu o último concurso? Tem outro


Mais um concurso de design. Dessa vez é o Summer Semi-Annual Design Contest 2008, da ADA (American Design Awards) e é destinado a todos os designers gráficos e webdesigners desse mundão afora. Os três primeiros colocados de cada uma das 22 categorias do concurso (tem logo, indentidade corporativa, ilustração, capa de livro, Flash, etc...) receberão o Award of Design Excellence, um título que vai colocar os designers ou empresas de design ganhadoras no rol dos melhores do mundo e dará o direito ostentar o selo da instituição reconhecido no mundo todo por indicar sempre os mais capacitados e éticos profissionais da área. Os trabalhos podem ser enviados via internet através do prório website da ADA e a data final de entrega é 15 de agosto de 2008. Mas atenção: eles cobram uma pequena taxa de inscrição que varia de categoria. Tá tudo bem explicadinho no site deles.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Música para ouvir e apoiar


Trabalhar ouvindo uma música bacana é algo que, para mim, turbina a inspiração. Ultimamente um CD que não sai do meu rádio do carro e já está presente em todos os meus computadores em forma de MP3 é o Segundo Ato, do Teatro Mágico. Apesar da minha eterna pegada rock´n´roll fui fisgado pela música dessa galera (que me foi apresentada pela minha maninha Elaine, a maior fã dos caras que eu conheço). Na minha opinião o Teatro Mágico é uma das coisas mais bacanas e originais que apareceu no cenário da música brasileira dos últimos anos. Eles são a prova viva que uma boa idéia aliada a internet pode render bons frutos. Sem abaixar a cabeça para a indústria fonográfica ou a outros esquemas televisivos ou radiofônicos que já envenenaram a música pop a ponto de torná-la intragável, eles travam uma batalha constante contando apenas com a ajuda da internet e dos fãs. O CD, por exemplo, foi adquirido na porta do show que eles fizeram aqui em São Paulo, no Memorial na América Latina, vendido informalmente pela própria trupe e por apenas 10 reais. Mas, se por alguma razão, você não tiver como conseguir o CD é só entrar no site oficial da galera e baixá-lo gratuitamente, assim como o primeiro disco da banda também. Para quem ainda acha que a pirataria não tem como ser combatida está aí uma boa resposta: música livre e acessível. Dinheiro se ganha com shows e merchandising.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um íncrivel e caridoso Hulk


Em meio a tanto merchandising inútil que rola quando um filme de super-herói é lançado, a editora americana Marvel repete uma iniciativa bacana (eles já haviam realizado algo parecido com Homem-Aranha a alguns meses atrás) dessa vez aproveitando a onda em cima do Hulk. Trata-se de um leilão das artes originais de 100 capas alternativas feitas por feras dos comics para edição de Hulk to Hero no. 1, no qual o dinheiro arrecadado será todo destinado a The Hero Initiave, um consórcio de editoras que ajuda desenhistas e roteiristas de quadrinhos aposentados e que passam por dificuldades financeiras ou de saúde. Entre os artistas que colaboraram estão monstros como John Romita, Sal Buscema, Herb Trimpe, Alan Davis, Steve Dillon, Ed McGuinness, Bret Blevins entre outros. Até o badalado desenhista brasileiro Mike Deodato Jr. enviou sua versão. As primeiras 30 capas já foram disponilibizadas pelo site americano CBR e podem ser vistas clicando aqui. Quem tiver uma graninha, além de ajudar, vai até estar investindo pois esse tipo de arte pode ter um bom valor entre colecionadores. De qualquer forma fica pelo menos os belos trabalhos desses artistas para a gente admirar.

Update: O site da Marvel já disponibilizou todas as 100 capas.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Quer estudar desenho na faixa?


Taí mais um concurso para quem reclama de falta de incentivo na área. É o ArtiVisive, da Zupi, que busca encontrar novos talentos da ilustração brasileira e ainda estimular o estudo do desenho de forma teórica e técnica. Para isso eles contam com o apoio de uma das maiores escolas de design de São Paulo, o IED (Instituto Europeo di Design).
O candidato mais criativo e original ganhará uma bolsa integral para o Curso IED One Year Ilustração, focado no ensino da história das artes gráficas e técnicas de representação da realidade e do imaginário. Os interessados no concurso devem cadastrar-se no hotsite até o dia 18 de julho e enviar 3 imagens para avaliação. Os candidatos passarão por avaliação popular - feita pelo próprio internauta - e voto do júri técnico - composto pela Zupi e IED.
O Curso One Year Ilustração tem duração de 1 ano e terá início no dia 25 de Agosto 2008. O resultado do concurso sairá no dia 24 de julho. Para maiores informações entre na página do concurso no portal Zupi.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Mais um concursão bacana de design


A revista americana de design HOW já abriu inscrições para o 2008 International Design Awards. Os trabalhos a serem enviados deverão ter sido criados entre janeiro de 2007 e setembro de 2008 e o primeiro colocado irá ganhar uma viagem para os EUA totalmente paga, participará da conferência de design promovida pela revista no ano que vem e ainda terá seu trabalho exposto por lá.
A data final de entrega dos trabalhos é 15 de setembro de 2008. As regras da competição estão bem explicadas aqui. Vale muita a pena.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Mais um concurso de design na Europa


Já estão abertas as inscrições para o Joseph Binder Award 2008, uma competição independente internacional que acontece todo ano na Austria e é promovida pela Design Austria (DA), a associação profissional austríaca de designers gráficos, ilustradores e designers de produtos. Este ano o foco do prêmio está todo voltado para o design gráfico e a ilustração 2D.
Para quem não sabe Joseph Binder (1898-1972) foi um dos fundadores da DA e um dos responsáveis pela revolução da comunicação visual contemporânea, tanto na Europa como nos Estados Unidos, usando uma reduzida palete de formas. Seus princípios continuam válidos até os dias de hoje.
Os temas da competição se alternam a cada ano entre Produtos e Design Ambiental e Design Gráfico e Ilustração. Para maiores informações é só visitar o site da Design Austria.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Nem só de futebol vive a Europa

Se você curte artes gráficas e estiver de bobeira na Europa no mês de maio não deixe de colocar no seu roteiro turístico dois eventos bacanas sobre o tema que vão acontecer por lá:

>> Entre os dias 5 a 11 dê uma esticada até Istambul, na Turquia, onde acontece a Grafist 12, a semana internacional do Design Gráfico. O evento já está na sua décima-segunda edição e é um dos maiores da Turquia. Organizado pela Mimar Sinan Fine Arts University (MSGSU), contará com palestras, workshops, exposições e eventos especiais.

>> De 29 a 31 será a vez da TYPO Berlin 2008, considerada a maior conferência internacional de Design da Europa. São sempre garantidas as presenças de nomes de peso do design gráfico mundial e este ano terá como tema central de discussão o impacto dos elementos de jogos na comunicação digital. Masssss... como eu sei que vida de designer não é lá algo que proporcione esse tipo de viagem com tanta freqüencia, fica aqui a dica para participar de um concurso no site oficial. Basta enviar uma foto sua com um saco na cabeça onde esteja representado o logo do evento. É só imprimir o PDF lá disponibilizado e montar o saco com a ajuda de um pouco de cola. Ganhará, obviamente, a foto mais criativa e inusitada. O prêmio será uma sacola oficial da TYPO e as fotos que estão competindo podem ser vistas na abertura do site.