Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Portfólio - Época

Eu adoro metalinguagem. Por isso quando surgiu a ideia de fazermos uma matéria sobre nossas pequenas escolhas automáticas do dia-dia e como isso influencia a forma como vivemos sem que notamos, logo pensei no filme Mais Estranho que a Ficção, com Will Ferrell. Sua estética se encaixava perfeitamente na proposta da matéria, com números e grafismos pulando na tela, infografando as situações cotidianas do personagem principal.


Como também tínhamos a nossa personagem, uma executiva chamada Renata Franco, que vivia um dia cheio cheio dessas pequenas escolhas, resolvi adotar uma solução parecida com a do filme. Sendo assim a talentosa fotógrafa Camila Fontana foi designada para acompanhar Renata em um dia comum de sua vida. Depois, munido das informações apuradas pela repórter Julia Korte, criei uma sequência que foi espalhada pela matéria toda, devidamente ilustrada com dados que mostram as escolhas do dia feitas pela personagem (essa sequência havia sido prevista para correr em páginas duplas, mas com a entrada de novos anúncios na revista ela teve que ser rediagramada para páginas simples).

Para a abertura da matéria reservei algo mais especial. Renata foi levada para um estúdio onde foi feita uma série de fotos suas com uma produção mais elaborada. Foi aí que abusei da metalinguagem. Todas as escolhas feitas para a foto, desde do vestido, passando pela luz e equipamentos usados pelo fotógrafo Rodrigo Schmidt, até a decisão final de qual foto seria usada por mim, estão desnudadas numa espécie de infográfico. O resultado foi um metadesign que tornou a matéria bem divertida. (Revista Época ed.797 (setembro de 2013)







sábado, 17 de agosto de 2013

Portfólio - Teaser trailers para reportagens

Sou um daqueles que acredita que, em matéria de conteúdo, tudo pode estar interligado hoje em dia. Você não cria algo para o meio impresso ou digital. Cria para uma marca. As pessoas estão hiper conectadas e nada mais pode permanecer em uma ilha. Explorar o potencial publicitário disso também faz parte do jogo.

Pensando nisso ajudei a criar uma nova experiência na revista Época para divulgar reportagens em outros ambientes que não fossem somente o impresso: uma espécie de teaser trailer da matéria, feito em pequenos vídeos com uma pegada mais elaborada e menos formal, sem aquela chatice burocrática do "Leia em Época desta semana...".

Seu potencial pode ser explorado em diversas mídias que vão desde a web, passando pela mídia de rua eletrônica, até a TV e o Cinema.

Confira abaixo os dois primeiros exemplos que, além de criar a identidade visual, eu também dirigi. A edição de video ficou a cargo do mago Pedro Schimidt.

O primeiro, que contou com depoimentos, foi para a reportagem  Tragédia em Santa Maria, 180 dias depois:



Este outro foi para o ensaio fotográfico especial sobre os bastidores dos 50 anos do mítico Calendário Pirelli publicado na revista:

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O trailer de Watchmen


Este post não tem a ver com design gráfico mas merece uma menção, com certeza. Foi disponibilizado o trailer do filme Watchmen, dirigido por Zack Snyder. Admito que desde que anunciaram esse filme estava esperando algo ruim, mas o que vi me surpreendeu. Fiquei assombrado com a qualidade. Já vi e revi umas 7 vezes. Sei que alguns estão pensando "mas tudo isso por causa de mais um filme de super-heróis?"... Explico: este não é apenas "um filme de super-herois de quadrinhos". Não, senhor. É a adaptação para o cinema da melhor história em quadrinhos de todos os tempos!!! Escrita pelo gênio Alan Moore e desenhada pelo inglês Dave Gibbons, ela foi lançada em 1985, numa mini-série em 12 edições, pela DC Comics e conta a história de super-heróis que já tiveram seus momentos de glória mas agora são marginalizados pela sociedade. Tudo contado com uma linguagem de alto nível (esta é a única HQ que está na lista do The New York Times de 100 maiores obras literárias de ficção do século XX).


Os anti-heróis de Moore e algumas capas da mini-série original

Alan Moore definitivamente é o cara!!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Até o melancólico e macabro pode ser bonito

Mesmo depois de ter assassinado um dos clássicos da minha infância, A Fantástica Fábrica de Chocolate, eu não deixei de conferir a última viagem do diretor Tim Burton nas telonas: o musical Sweeney Todd, o Barbeiro Demônio da Rua Fleet. Sou fã do cara. Quero deixar claro que não é minha intenção bancar o crítico de cinema. Longe de ser uma obra-prima o filme é no máximo legalzinho. O que me atrai nas obras de Burton é sua alucinante estética gótica-deprê que, juntamente com sua fotografia quase monocromática se torna uma rica experiência visual. Pelo menos para mim uma bacana fonte de referências.