domingo, 14 de dezembro de 2008

Betty Page e a evolução das Pin-ups


No início da semana passada tive a idéia de fazer um post sobre a evolução das ilustrações de Pin-ups americanas. Comecei a coletar algum material e fazer algumas pesquisas. Sou fã desse estilo de desenho, principalmente os clássicos, da década de 60 para trás. Numa triste coincidência fiquei sabendo que Betty Page, considerada a maior modelo americana desse estilo, faleceu, aos 85 anos na última quinta-feira, 11 de dezembro. Betty era a própria imagem da Pin-up. Retratada por diversos artistas e fotógrafos sua imagem se tornou referência pop. Sua sensualidade instigante permeou os sonhos de diversos adolescentes durante anos e sua imagem acabou se tornando uma espécie de "Coca-Cola" das Pin-ups, reconhecida em todo mundo. Aproveito este post para deixar aqui uma homenagem a essa linda mulher. Veja algumas imagens dela e se quiserem saber mais sobre esse ícone sexual dos anos 50 sugiro uma visita ao seu site oficial e as páginas Planet Betty e The Betty Page.



Betty Page foi um ícone sexual absoluto nos anos 50 e sua imagem, estampada em fotos, ilustrações e diversas capas de revistas, se tornou uma referência pop


Além de Betty, diversas outras modelos, conhecidas ou não, foram retratadas por muitos artistas durante décadas. Muito bacana ver a evolução dos estilos com o passar do tempo assim como o conceito de sexualidades dos desenhos, das ingênuas moças com suas calcinhas acidentalmente abaixadas de Art Frahm até o pesadelo sexual futurista de Hajime Sorayama e suas mulheres biônicas.. Abaixo coloco uma pequena galeria de alguns artistas que deixaram sua marca nesse estilo. Caso quiserem conhecer mais sobre esse tipo de arte sugiro o site The Pin-up Files.


Jack Cole (1914 – 1958)



K.O. Munson (1900 - 1967)



George Petty (1894 - 1975)



Gil Elvgren (1914 - 1980)



Art Frahm (1907 - 1981)



Patrick Nagel (1945 - 1985)



Drew Posada (1969 - 2007)



Hajime Sorayama (1947 - )



Anthony Guerra (1970 - )



Marcus Gray (1971 - )

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Relembrando o passado na Computer Arts


O número 16 da revista Computer Arts Brasil deste mês traz, em sua seção Design Clássico, um texto escrito por esse que vos escreve. Quando me pediram para relembrar algo que tivesse grande impacto na minha carreira logo me lembrei da saudosa Letraset, as cartelinhas plásticas com letrinhas transferíveis muito usadas no design gráfico entre os anos 1960 a 1990. Cheguei a pegar o finalzinho delas que logo seriam esquecidas juntamente com tantas outras técnicas artesanais quando os computadores chegaram.

Última página da revista Computer Arts Brasil 16, seção Design Clássico

Para ilustrar meu texto fiz uma ilustração vetorial que é uma espécie de releitura de uma clássica litografia, Drawing Hands, do artista alemão M.C. Escher, mestre das perpectivas surreais que muito me influenciou também. Se quiser conhecer mais trabalhos dele é só visitar o seu site oficial. Abaixo você vê a obra original de Escher e minha versão que chamo de Letraset Hands.

Drawing Hands, 1948, de M.C. Escher

Minha releitura Letraset Hands, 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Portfólio - Época - Prêmio Esso de Jornalismo


No meu primeiro post, a long time ago, eu coloquei como portfólio a matéria "Suícidio.com" publicada na ed. 508 da revista Época. Pois esta semana a mesma matéria recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo, considerado o maior do jornalismo brasileiro, na categoria Informação Científica, Tecnológica e Ecológica. Foi um prêmio mais jornalístico e bem merecido na minha opinião. Parabéns às colegas jornalistas Eliane Brum, Solange Azevedo e Renata Leal que conceberam a matéria e fica uma certa satisfação de também ter ajudado, mesmo que indiretamente, nessa conquista. Veja abaixo a matéria completa (e se quiser lê-la clique aqui):


sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Chiques & Famosos agora realmente chique


Eu não sou do tipo de pessoa que lê revistas de celebridades mas passando por uma banca esses dias me deparei com a nova Chiques & Famosos, da editora Símbolo. Logo de cara o novo e elegante logotipo da publicação já me agradou pois, além de bonito, destoa completamente de suas concorrentes.
A parte interna ainda segue a lógica desse tipo de revista: muitas fotos e pouco texto, mas a tripografia usada passa um ar de sofisticação, alinhando o projeto gráfico a nova proposta editorial que pretende torná-la mais "cerebral". O visual lembra muito a americana Vanity Fair, sempre referência quando a ordem é requinte gráfico. Percebe-se também, intencionalmente ou não, um pouco de outra classuda publicação gringa, a Portfolio. Outro destaque agora é que Chiques & Famosos também entra no clube das revistas que usam capinhas internas para suas seções (ponto que eles até ressaltam na capa principal).

Olha as capinhas internas aí de novo! Tendência cada vez mais adotada que dessa vez mereceu até chamada na capa principal (acima o detalhe)


Bom... pontos negativos (na minha humilde opinião, é claro): muitas fotos coladas uma na outra. Sei que isso é prática comum em revistas de famosos mas um inofensivo branquinho de alguns milímetros entre elas ajudaria na compreensão das mesmas. Ainda falando nas fotos o fio de contorno preto em todas é dispensável. Também acho que os quadros coloridos em transparência sobre algumas fotos poderiam ser usados com mais cautela pois, apesar de não ser um recurso feio, destoa um pouco do clima elegante que a revista pretende adotar. Nesse caso os bons e velhos quadros pretos ou brancos cumpririam bem o papel.

Algumas páginas da nova Chiques & Famosos. Mais elegância e clareza se tornam o grande diferencial em relação as concorrentes

De qualquer forma é bom ver cada vez mais revistas experimentando novos caminhos, rasgando algumas ultrapassadas cartilhas que colocam o leitor brasileiro com o alguém que não quer o novo. Os tempos são outros e exigem uma nova postura editorial, para isso um projeto gráfico claro, arrojado e, obviamente, bonito é algo que coroa essa mudança. Essa importância do design parece cada vez mais ser notada e respeitada. Algo que no Brasil, convenhamos, demorou até para acontecer.

(P.S.: Não descobri quem é o autor do novo projeto gráfico da Chiques & Famosos. Caso alguém saiba - ou o próprio esteja lendo - deixe um comentário)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008



Acabei de ler Mesmo Delivery, obra autoral do talentoso Rafael Grampá. Lançado pela editora Desiderata em setembro, o álbum de 54 páginas conta uma história surreal de um caminhoneiro que tem que fazer uma entrega misteriosa e se envolve numa encrenca num bar a beira de estrada.

Logo de cara o que salta aos olhos é o estilo do desenho de Grampá, detalhista e em alguns momentos até um tanto "sujo", e sua colorização desaturada. Isso se torna um diferencial que ajuda a compor o clima "Tarantino" da HQ. A história é boa e Rafael, que já ganhou o Eisner Award, o Oscar dos quadrinhos, é mais um bom exemplo da qualidade da nova safra de quadrinistas brasileiros, que agora começam a ser reconhecidos mundialmente também por sua capacidade criativa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Potfólio - Época

Design e colorização da imagem da matéria "O Obama brasileiro", da revista Época, ed. 550 (dezembro de 2008). A idéia era colorir a imagem do ex-presidente brasileiro Nilo Peçanha mas mantendo o ar de foto antiga.